sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Padres portugueses vencem «europeu» de futsal


Os padres portugueses venceram, esta quinta-feira, pela primeira vez, o Campeonato Europeu em Futsal para sacerdotes católicos, cuja sexta edição decorreu na cidade de Gyula, Hungria.

Depois do empate no final do tempo regulamentar, os padres portugueses ganharam (4-3) à seleção da Croácia através da marcação de penalties, como relatou hoje à Agência ECCLESIA o padre Marco Gil, capitão da seleção

O sacerdote português referiu que o jogo “foi difícil, mas estava controlado”, apesar da desvantagem inicial, porque as “oportunidades de marcar golos iam surgindo”.

Antes do jogo, o capitão da seleção portuguesa sentia que jogadores estavam “calmos” e “que era possível trazer a taça para Portugal”.

Durante o torneio, que se iniciou na segunda-feira, os padres portugueses jogaram sete partidas e apenas foram derrotados uma vez.

Eslováquia, Roménia, Ucrânia, Áustria, Polónia e Bósnia-Herzegovina e Croácia foram os adversários dos padres portugueses no torneio que decorreu na cidade húngara, cerca de 230 quilómetros a sudeste de Budapeste.

Ao nível de prémios individuais, o padre Marco Gil referiu que o melhor guarda-redes foi o da Eslovénia e o melhor marcador foi um sacerdote polaco.

O padre Custódio foi o eleito do capitão português para melhor jogador da equipa das «quinas».
Sobre o trabalho do treinador, padre José Cunha, o capitão refere que “ele percebe muito de futsal”, mas não esquece a experiência acumulada dos anos anteriores e o labor dos jogadores.

Em conversa com a Agência ECCLESIA, o padre Cunha começou logo por dizer que estava “rouco” por causa da forma de dar indicações para dentro de campo.
“Valeu a pena”, referiu.

A equipa nacional regressa hoje a Portugal, pelas 23 horas, tendo garantido um título inédito, após o segundo lugar na competição de 2011.

O próximo torneio decorrerá na Eslovénia.

Na equipa que venceu o torneio também participou o P. Amadeu Costa e Castro, Arcipreste de S. João da Pesqueira, da Diocese de Lamego.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Departamento Nacional da Pastoral Juvenil reúne em Fátima


O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil reunirá, em Fátima, nos dias 10 e 11 de Fevereiro, com todos os diretores diocesanos e respetivos assistentes.

O encontro inicia às 21h30 de sexta feira com a abertura da ordem de trabalho pelo bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, vogal da Comissão Episcopal do Laicado e Familia.

O objetivo é a elaboração de um plano de atividades para o triénio, dar conhecimento de todos os membros que compõem a equipa nacional e perceber a realidade das dioceses no âmbito juvenil.

Em destaque estará a publicação do livro "Firmes na Fé" (que concentra todas as mensagens e discursos do papa em Madrid, uma publicação das Paulinas e do DNPJ), a partilha de experiências das JMJ Madrid 201, programação do Fátima Jovem 2012 e toda a ação que mobilizará a juventude para RIO 2013.

Esta será a primeira vez que os representantes de cada diocese reunirão com o novo diretor da pastoral juvenil, P. Eduardo Novo, que redigiu por mail uma carta convocatória para todos, onde realça que "na pluralidade das nossas vivências e carismas, somos convidados, e interpelados pela força do Espírito Santo, a, com trabalho, sonho e ousadia definir um projecto plural, mas comum, para o Departamento Nacional".

O encontro termina no sábado, dia 11 de fevereiro, após almoço.

Da Diocese de Lamego, participará o P. Bráulio Carvalho, Diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil da Diocese de Lamego.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

D. António Couto participa na Formação Permanente do Clero de Aveiro

A formação permanente do Clero da Diocese de Aveiro arrancou hoje com três intervenções sobre diferentes perspectivas acerca da família. 

Na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha, 50 padres e diáconos viram e ouviram D. António Couto apresentar a visão bíblica da família e, de tarde, o Pe. Francisco Martins e Juan Ambrosio, respectivamente, a visão sacramental e pastoral da realidade familiar. 

 O Bispo de Lamego começou a sua intervenção como uma citação de Ignacio Buttita (poeta siciliano): “um povo torna-se pobre quando lhe roubam as canções que aprendeu dos seus pais”. 

 A partir de três exemplos veterotestamentários (um do Deuteronómio e dois dos Salmos), o biblista relevou o papel de transmissão e de “recitação daquilo que é precioso” e que cabe aos pais dizer aos filhos. E afirmou: “no dia em que perdermos a música e a toada familiar inscrita na Bíblia ficaremos sem sentido e à deriva”. 

 Para o responsável da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, este é o grande “património espiritual da família”, pois pai e a mãe devem ter uma “música a passar aos seus filhos”. E questionou: “Num tempo em que os pais não se encontram com os seus filhos o que é que lhes podem dar a não ser uns quantos euros? 

 D. António Couto destacou, depois, que na família tem de haver um “pioneiro”, um “abridor de caminhos”. Este é o papel que cabe ao que na Bíblia se designa de “feliz, de beato, de bem-aventurado”. 

Antes de finalizar a sua intervenção falou ainda da “música do Dom” e da “música do Amor”. Pegando nas palavras “matrimónio e património” destacou que na origem das duas está o “munus”, o “dom”. E atirou que “quem recebe um dom deve entrar no jogo do dar”, sabendo-se que “quem não joga este jogo fica imune”. 

 Acerca da “música do amor” estabeleceu a diferença entre “amar” e “estar apaixonado”. Para o prelado, “estar apaixonado é um estado, amar é um acto”. Não é necessariamente certo que quem esteja apaixonado ame quem quer que seja. E ironizou: “a Bíblia não é estúpida. A Bíblia não manda apaixonar-se, mas manda-nos amar”. 

 Finalizou destacando a preciosidade que toda a Bíblia coloca nas mãos e no coração, desafiando a Igreja a saber dar o seu contributo a uma sociedade cada vez mais anestesiada e mais imune à cultura do dom, do amor e da família.

Pe. José António Carneiro, GIDA, Diocese de Aveiro
Foto: P. Júlio Grangeia

“É necessário que os bispos, os padres e os leigos percebam que têm que ir ao encontro das pessoas”

Texto da entrevista do Sr. D. António Couto ao Jornal do Centro


António Couto, de 59 anos, é natural de Vila do Bispo, concelho de Marco de Canaveses, distrito e diocese do Porto. Tomou posse como Bispo de Lamego no passado domingo. Entrou no Seminário de Tomar em 1963 e recebeu ordenação sacerdotal em 1980. Missionário, com continentes como África e Ásia sempre presentes no seu discurso, tornou-se o terceiro bispo residencial mais jovem nas dioceses portuguesas, deixando no domingo a Arquidiocese de Braga, na qual era auxiliar desde 2007. Sorridente e bem disposto, não hesita em falar sobre todos os temas da atualidade dentro e fora da Igreja Católica.

Considera-se um jovem no seio dos bispos portugueses?
Em Portugal e na maior parte dos países, os bispos são por norma bastante idosos. Eu tenho 59 anos e no meio do grupo talvez me sinta ainda um jovem, não tanto pela idade, mas mais pela disponibilidade, pela disposição, pela maneira de estar na vida. Sempre em comunhão com todos, mas com uma visão das coisas que não tem que estar demasiado rígida.

O que já fez depois de tomar posse no domingo?
Estou a arrumar o quarto que vou habitar e o escritório onde vou trabalhar. Já recebi alguns sacerdotes e alguns leigos, mas tenho estado sobretudo a pôr as coisas em ordem.

O que é que essas visitam lhe trouxeram? Problemas?
Os problemas muitas vezes são aquilo que a gente quer que sejam. A diocese de Lamego tem vários problemas, mas, como todas as dioceses, tem a questão do envelhecimento de gente que vive hoje isolada. Estas situações que se vivem no interior pagam-se caro na vida real das pessoas, cria-se um grande desequilíbrio entre as gerações. Hoje, nomeadamente a juventude, para ter condições de vida minimamente aceitáveis, tem que se deslocar para o litoral.

O interior do país está ameaçado?
Dói-me a alma quando olho para o interior do país, nomeadamente para algumas regiões que conheço, onde há paróquias enterradas nas colinas com 50 pessoas idosas, duas ou três crianças que vão para a escola de madrugada de autocarro e regressam de noite, e um ou dois jovens que seguramente não vão lá ficar. A minha impressão é que tudo isso morre a pouco e pouco.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Salzedas: regresso às origens

O programa "Encontros com o Património", da TSF, na sua emissão de 04.02.2012, teve como pano de fundo os Mosteiros de Tarouca e Ferreirime visitou o mosteiro cisterciense de Salzedas, construído nos começos da nacionalidade. Este mosteiro foi objecto de uma intervenção por parte do Igespar, tendo reaberto ao público em Outubro do ano passado. Foram convidados da emissão os arquitectos Manuel Montenegro e Paula Silva, o arqueólogo Luís Sebástian, o historiador da arte José Manuel Tedim e António Seixeira, pároco de Salzedas.

O programa pode ser ouvido, na íntegra, no site da TSF >>

Bispo de Lamego desafia jovens a viver em "alta fidelidade"


O bispo de Lamego, D. António Couto, quer contar com a colaboração de jovens convictos da sua fé e dispostos a servir a Deus, numa atitude de “alta-fidelidade”. “Não vos conformeis com as pautas deste mundo. Experimentai viver em Hi-Fi, alta-frequência, alta-fidelidade, alta dedicação, amor novo”, desafiou o prelado, esta sexta-feira, durante uma vigília de oração integrada no Dia do Consagrado. 

De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o bispo lamecense recorreu ao Evangelho para recordar aos mais novos o exemplo deixado por Simeão e Ana, que tiveram a coragem de vir ao encontro de Jesus, apoiados pelo “impulso do Espírito”. Para aquele responsável, os “dois maravilhosos velhinhos” prefiguram “o retrato a corpo inteiro do Consagrado”, de alguém “totalmente dedicado a Deus” e que sob a orientação do Espírito Santo, é capaz de ir “compondo” o plano traçado por Deus para toda a humanidade. 

 “Há uma música nova à vossa espera. É como um som que nunca se ouviu, como um silêncio que nunca se calou! Que Maria, a Mãe da Alegria, vos leve pela mão”, reforçou.

D. António Couto: entrevista ao Jornal do Centro

O último número do Jornal do Centro, traz, nas suas páginas centrais, uma entrevista com o Sr. D. António Couto, novo Bispo de Lamego. Na secção de Cultura do mesmo jornal encontra-se uma entrevista com o Mons. Cândido Lemos, Pároco de Sernancelhe.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dia Mundial do Consagrado - Vigília de Oração


«Vós, jovens, não vos conformeis com as pautas deste mundo (Romanos 12,2). Experimentai viver em Hi-Fi, alta frequência, alta fidelidade, alta dedicação, amor novo. Há uma música nova à vossa espera. É como um som que nunca se ouviu, como um silêncio que nunca se calou!» 

 Foi, com este desafio, que o novo Bispo de Lamego, D. António Couto, terminou a homilia que pronunciou na Vigília de Oração por ocasião do Dia Mundial do Consagrado, realizada na Igreja de Almacave, no dia 3 de Fevereiro de 2012. 

A Igreja, cheia de fiéis, entre os quais muitos jovens, marcaram presença na primeira ocasião em que o novo Bispo da Diocese presidiu a um evento diocesano. A Vigília de Oração, promovida pelo Secretariado Diocesano das Vocações, em parceria com a Paróquia de Almacave, para além do Sr. D. António, contou com a presença de vários sacerdotes, um grande número de religiosos e religiosas, leigos consagrados, alguns Seminaristas da Diocese e outros fiéis. 

Depois do cântico de entrada, procedeu-se à exposição do Santíssimo Sacramento. Foram-se intercalando momentos de silêncio, com cânticos. Ouviram-se testemunhos vocacionais e, na sua homilia, o Sr. D. António afirmou que «hoje somos nós que nos chamamos Simeão e Ana. Somos nós que recebemos esta Luz nos braços, e que ficamos a fazer parte da família da Felicidade e a viver pertinho de Deus, Rosto a Rosto com Deus, Escutadores atentos ao bater do coração de Deus, movidos pelo Espírito de Deus, Recebedores de Deus, Anunciadores de Deus. Rezamos hoje para que, nesta sociedade de coisas e de números, os Consagrados vivam cada vez mais Rosto a Rosto com Deus, e dêem testemunho no mundo deste Dom maravilhoso.» 


 Já depois da vigília, o Sr. D. António trocou algumas impressões com alguns membros do Grupo de Jovens da Paróquia de Almacave, que animaram este encontro de oração. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tomada de posse do Sr. D. António Couto: programa e algumas informações



D. António Couto, natural de Vila Boa do Bispo, concelho de Amarante, tomará posse, no dia 29 de Janeiro, como Bispo de Lamego. Depois de ter sido nomeado no passado dia 19 de Novembro, a tomada de posse terá lugar na Igreja Catedral de Lamego no próximo Domingo. Reconhecido Biblista e Teólogo, é professor da Universidade Católica Portuguesa e convidado frequente de programas de Rádio e Televisão.
Pertence à Sociedade Missionária da Boa Nova e está-lhe confiada a Comissão Episcopal da Missão e da Nova Evangelização, que inclui o Secretariado sobre o Ecumenismo. Nessa qualidade, participará, em Roma, no próximo Sínodo para a Nova Evangelização, um dos grandes objectivos de Bento XVI.
Depois dos actuais Bispos de Bragança-Miranda e de Coimbra, é o terceiro Bispo titular mais novo em Portugal.
A Diocese de Lamego, criada por volta do ano 570, é a única Diocese do país que não é sede de Distrito. Com cerca de 140 mil habitantes, possui cerca de 150 padres, 29 dos quais ordenados nos últimos 12 anos, pelas mãos do Sr. D. Jacinto Botelho.

Programa


15h30

Chegada do Sr. D. António Couto ao Seminário Maior de Lamego, onde será cumprimentado pelo Sr. D. Jacinto e pelo Sr. Eng. Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Lamego.
O Sr. D. António Couto e o Sr. D. Jacinto irão, no carro da Diocese, juntos, até ao Adro da Sé, onde será esperado pelos fiéis.

15h45


No Adro da Igreja Catedral, será recebido pelo Con. Delfim de Almeida, Deão do Cabido da Catedral e Pároco da Sé, que proferirá uma breve mensagem de boas vindas. Em seguida, o Sr. Presidente da Camara de Lamego também fará um breve discurso. 
Terminado os discursos, a Banda Filarmónica de Lalim tocará o Hino Pontifício. No final, o Sr. D. António será acompanhado até ao Ss.o Sacramento, no interior da Catedral e seguir-se-á a paramentação. O coro cantará o cântico "Proclamai entre as nações a glória do Senhor".

16h00

A procissão de entrada terá início nos claustros da Catedral, sairá pela porta lateral e entrará pela porta principal da Igreja Catedral.
A Eucaristia começa por ser presidida pelo Sr. D. Jacinto que, no início proferirá algumas palavras
A seguir, será lida a Bula de nomeação e, a partir desse momento, será o Sr. D. António Couto a presidir à Eucaristia.
No final da Santa Missa, o Sr. D. António saudará as pessoas que o desejarem fazer, nos Claustros da Igreja Catedral.
Segue-se o jantar no Seminário Maior, para os convidados.

Algumas informações gerais


- Os Srs. Bispos terão lugar de estacionamento reservado no espaço que está à frente do Museu da Cidade de Lamego.

- Os autocarros têm estacionamento reservado no Parque de Estacionamento do CTOE, junto do Mosteiro de S. Cruz. 

- Lugares de paramentação: os Srs. Bispos paramentar-se-ão na Sacristia da Igreja Catedral; os Srs. Padres e Diáconos paramentar-se-ão no Salão Paroquial, ao qual se acede pela porta lateral do Claustro da Igreja Catedral. Serão usados paramentos brancos.

- Os familiares do Sr. D. António Couto e do Sr. D. Jacinto Botelho e os distintos convidados deverão tomar o lugar que lhes está reservado, bastando, para o efeito, recorrer aos Escuteiros que estarão dentro da Igreja Catedral para lhes ser indicado.

- Haverá monitores que transmitirão a cerimónia de tomada de posse, dentro e fora da Igreja Catedral.



Informações aos Srs. Jornalistas


- Para que os Srs. Jornalistas e reporters possam acompanhar a cerimónia, está-lhes reservado um espaço no interior da Igreja Catedral. Para acederem a esse espaço, basta que entrem em contacto com o Gabinete de Imprensa da Diocese, cujos contactos podem ser encontrados AQUI

- Não será permitida a recolha de fotografias durante a cerimónia, a não ser aos Srs. Jornalistas e reporters que requeiram a respectiva credenciação. Tal pedido deve ser dirigido ao Gabinete de Imprensa da Diocese. Tal deve-se à necessidade de respeitar o espaço litúrgico da Igreja Catedral.

- O Gabinete de Imprensa da Diocese, logo a seguir à cerimónia de tomada de posse, disponibilizará fotografias da mesma, bastando, por isso, que os Srs. Jornalistas façam o pedido.

- O Gabinete de Imprensa está disponível para prestar quaisquer esclarecimentos e colaboração com os Srs. Jornalistas que o requeiram.

Contactos do Gabinete de Imprensa:
Telm.: 927710997
E-mail: info@diocese-lamego.pt


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Lamego: Bispo pede desculpa aos fiéis e espera que sucessor seja recebido com «entusiasmo»


O anterior bispo de Lamego e atual administrador apostólico da diocese pediu desculpa aos fiéis pelas suas falhas e fez votos para que o seu sucessor seja recebido com satisfação.

“Tenho consciência de quanto aquém fiquei do testemunho que me foi pedido”, disse esta sexta-feira na sé lamecense D. Jacinto Botelho, que lançou um apelo aos fiéis: “Certo da vossa benevolência, peço-vos que me desculpeis, e imploreis ao Senhor para mim o Seu perdão”.

No dia em que a Igreja Católica assinalou a memória de São Sebastião, padroeiro principal da diocese situada 400 km a norte de Lisboa, o prelado expressou o anseio de que o seu sucessor, D. António Couto, seja recebido com “fé e entusiasmo” e que o seu “reconhecido testemunho missionário”, congregue os católicos e suprima as cisões.

Doze anos após ser nomeado bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho deseja que o novo bispo, que toma posse este domingo na catedral de Lamego, elimine “fermentos da desunião” e reforce os “vínculos da unidade”, tornando patente que os fatores de união são mais fortes do que as divisões.
Na celebração marcada por um “contexto quase de despedida”, o prelado retomou o discurso que o Papa João Paulo II dirigiu aos prelados de Portugal na sua primeira visita a Fátima, em 1982, texto que também serviu de base para a sua primeira homilia enquanto bispo de Lamego, a 20 de janeiro de 2001.

A intervenção denunciou “o agnosticismo quase de moda e expressão de superioridade intelectual em certos meios universitários e em larga faixa da juventude, não obstante os exemplos edificantes no sentido contrário e cada vez mais frequentes”.

O secularismo, notou, tem consequências negativas na indissolubilidade do casamento e na sua “forma monogâmica de um homem com uma mulher, como Deus o instituiu”, além de desconsiderar o “respeito pela vida” desde a conceção até à morte.

É também patente o “afrouxamento da consciência moral”, o “relaxamento dos costumes” e a “procura de bem-estar a qualquer preço”, apesar das “dificuldades económicas que se experimentam”, acrescentou.
D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização e até agora um dos bispos auxiliares de Braga, foi nomeado a 19 de novembro pelo Papa Bento XVI para assumir a cátedra da diocese de Lamego.

D. Jacinto Botelho apresentou em 2010 a renúncia ao Papa por ter atingido o limite de idade imposto pelo Direito Canónico (75 anos).

domingo, 22 de janeiro de 2012

Jovens rezam pelo novo Bispo

Na noite do dia 21 de Janeiro, cerca de 150 jovens da Diocese reuniram-se numa vigília de oração promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil da Diocese de Lamego. O encontro integra o programa de preparação para a tomada de posse do Sr. D. António Couto, no próximo dia 29 de Janeiro.

Pouco passava das 21h00, quando a vigília de oração, presidida pelo Sr. D. Jacinto Botelho teve início. Vários grupos de jovens da Diocese participaram activamente nos momentos de oração. Na homilia que proferiu, o Sr. D. Jacinto animou-os a continuarem pelo Sr. D. António, afirmando que eles são uma esperança e uma força com a qual o novo Bispo contará no exercício do seu ministério.

Na vigília de oração marcaram presença vários sacerdotes, os Seminários Diocesanos e outros fiéis.

Diocese de Lamego e Câmara Municipal de Lamego em parceria


A Diocese de Lamego e a Câmara Municipal de Lamego estabeleceram uma parceria para criar, no centro da Cidade, um parque de estacionamento. Esta parceria foi estabelecida há cerca de três anos, quando foram dados os primeiros passos para se aproveitar um espaço disponível, em pleno centro da cidade de Lamego, que se estende desde o limite dos jardins do Paço Episcopal, até à Avenida 5 de Outubro (junto da Messe de Sargentos, do CTOE).

A Diocese cede o espaço, cabendo à Câmara Municipal a construção do parque, bem como a sua posterior fiscalização. Apesar de se chamar Parque de Estacionamento de Almacave (por se encontrar naquela freguesia da Cidade), as receitas do mesmo reverterão diretamente para a Diocese. No acordo há muito tempo estabelecido entre a Diocese e a Câmara Municipal, a Diocese receberá o dinheiro calculado em função dos lugares de parqueamento.

Ao longo dos últimos três anos, a Diocese e a Câmara fizeram várias diligências junto das entidades responsáveis para que este Parque fosse uma realidade. Este processo foi moroso, devido principalmente às questões relacionadas com a zona de protecção da Igreja de Almacave, na qual se encontra o terreno em causa. Tratando-se de uma zona non aedificandi, foi preciso obedecer a muitas limitações.

A Câmara Municipal deu todo o seu apoio a este projecto, elaborando, com os seus técnicos, o projecto e procurando aproveitar o momento certo para fazer uma candidatura para o financiamento. Esse momento chegou e foi aproveitado. Está integrado no Plano de Mobilidade Urbana, Eixo de Cidades, no âmbito do Douro Alliance.

Depois de terminado, o Parque ajudará a resolver um dos maiores problemas da cidade, que é o estacionamento naquela zona, permitindo, também, integrar urbanisticamente aquele espaço.

A bênção da primeira pedra deste novo Parque de Estacionamento, por parte do Sr. D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, teve lugar a 22 de Janeiro de 2012, e contou com a presença do Sr. Eng. Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Lamego e outras entidades envolvidas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Misericórdias da Diocese de Lamego homenageiam D. Jacinto Botelho


Por iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Tarouca a que aderiram as Misericórdias da diocese (só duas não se fizeram representar por motivos válidos), foi feita uma homenagem ao Administrador Apostólico. Entre outras personalidades, marcaram presença o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Dr Manuel Lemos, os presidentes das Câmaras de Lamego e Tarouca, o presidente da Junta de Tarouca, os capelães das várias Misericórdias, outros sacerdotes (do arciprestado tarouquense  estiveram 5 padres).


Na homilia da  Eucaristia, animada liturgicamente por um grupo constituído para o efeito, D. Jacinto, partindo das leituras, frisou o papel das Misericórdias, exortando-as a um serviço eficaz da caridade, onde a competência técnica seja inseparável do amor.
Na sessão solene, realizada nas instalações da Santa Casa de Tarouca, usaram da palavra o anfitrião e dinamizador desta iniciativa, provedor Lucílio Teixeira, os provedores das Misericórdias de Vila Nova de Foz Côa e de Lamego, o presidente da Câmara de Tarouca, o presidente das União das Misericórdias e o senhor Bispo. Todos manifestaram a sua gratidão ao pastor diocesano, enalteceram a sua fé, humanidade e serviço pastoral, formularam votos de longa vida e saúde para continuar a dar apoio nos caminhos da caridade, serviço aos outros e anúncio do Evangelho.



D. Jacinto agradeceu, comovido, à Santa Casa de Tarouca pela iniciativa e às outras Santas Casas pela adesão clara. Disse que não se considerava digno de tão altos elogios, porque ciente das suas limitações.
Quer a União das Misericórdias quer as Misericórdias da diocese ofereceram ao prelado prendas em reconhecimento pelo trabalho realizado e pela maneira como soube acolher e trabalhar com as Misericórdias.



Seguiu-se o jantar no refeitório da Santa Casa, belamente confeccionado e servido pelos funcionários da instituição, como é hábito.


Parabéns à Santa Casa tarouquense pela iniciativa. Parabéns às Misericórdias da diocese que prontamente alinharam na mesma iniciativa. Parabéns a todos os presentes pela presença, trabalho e postura. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

D. António Couto: Novas gerações são o motor do ecumenismo


In: Agência Ecclesia

D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, que engloba a área do ecumenismo, aborda a realização da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e o diálogo entre as várias Igrejas e comunidades, em Portugal.

Agência ECCLESIA (AE) – Tomando como exemplo as celebrações ecuménicas que se fazem atualmente e o trabalho conjunto que é realizado nas capelanias dos hospitais, podemos dizer que a unidade entre os cristãos tem evoluído nos últimos tempos?
D. António Couto (AC) – As pessoas podem olhar para estas realidades e dizer que está tudo na mesma e não se mudou nada, mas na verdade andámos muito. Se nós recuarmos 50 anos não tínhamos nada disto e hoje é fácil, sobretudo entre as camadas mais jovens, vermos pessoas de credos diferentes unidas a trabalhar com alegria, mesmo com os mais idosos, já é fácil juntá-los na mesma celebração. Isso acontece cada vez mais, nas dioceses e a nível nacional, começamos a ver que afinal os católicos podem juntar-se com presbiterianos, metodistas ou da Igreja Lusitana, podem rezar ao mesmo Cristo e partilhar a mesma reflexão. Isto é muito belo e acontece também no campo social, onde as diversas Igrejas estão trabalhar em conjunto.
O que é que falta? Temos de nos aproximar ainda mais e penso que esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, entre 18 e 25 de janeiro, será um tempo muito propício para isso, que culminará com a festa em honra da Conversão de São Paulo, patrono destes dias e que foi um grande lutador pela causa da unidade entre todos os cristãos. Este ano, a celebração nacional será em Braga, no dia 20, vamos fazê-la numa igreja ligada à comunidade metodista, que tem grande implantação nesta região. Depois teremos também encontros de sensibilização, como uma só Igreja, o que é muito importante. Há ainda muitos cristãos, mesmo católicos, que não estão mobilizados para a importância do ecumenismo, da abertura aos outros, para o acolhimento dos seus irmãos em Cristo. Este tipo de trabalho tanto pode ser feito em conjunto como de forma repartida, em cada Igreja, chamando a atenção dos fiéis para estas questões e, portanto, penso que iremos ter uma semana bastante enriquecedora.

AE – A unidade dos cristãos já começa a ser vista pelas comunidades como uma prioridade ou ainda está muito ao nível do debate académico e religioso, dentro das estruturas do clero?
AC – O debate que se fazia era, muitas vezes, apenas mais uma forma de esgrimir argumentos do que propriamente construir a unidade. Hoje, felizmente, já começa a haver uma consonância maior neste âmbito e mesmo entre os fiéis, entre o povo, como será possível verificar durante as celebrações que vamos ter ao longo da semana, em diversos locais do país. Olhos nos olhos, vamos poder ver o que é que está a acontecer nas diversas comunidades e penso que se começa a ver cada vez mais a silhueta de Cristo nesta partilha ecuménica que temos feito.

AE – A experiência do Fórum Ecuménico Jovem tem sido importante na sensibilização das novas gerações para esta realidade?
AC – Olhando para aqueles que estão à frente das Igrejas hoje, penso que demos um salto muito grande e acredito que os jovens que vêm atrás vão mostrar uma nova dinâmica, porque estão muito mais abertos ao ecumenismo. Ao nível das hierarquias das diversas Igrejas, já há muita partilha, mas esta juventude traz outro brilho no olhar, que irá quase obrigar o ecumenismo a dar novos passos, basta ver as perspetivas que saíram no último Fórum Ecuménico, que mostrou uma geração mais interativa e disposta ao diálogo uns com os outros.

AE – Mas há sempre equilíbrios difíceis a manter, relacionados com o receio de cada Igreja perder a sua identidade própria…
AC – De facto, ao longo da História, os diversos grupos têm tido essa tendência, de procurarem identificar-se e manter a sua identidade própria, para evitarem diluir-se no meio de todos. Mas a gente nova que vem aí não vai estar tão preocupada com isso, vai estar muito mais atenta a Cristo, àquilo que é comum e que nos une, do que aquilo que nos separa, penso que as classes mais novas vão dar um testemunho bastante importante.

AE – Esta será, no seu entender, a grande marca da comunidade ecuménica?
AC – Isso já se nota e se não tivéssemos dado todos estes passos não veríamos os resultados que estão a surgir por aí. Ainda estaríamos a jogar em caminhos paralelos mas que nunca se tocariam. Quando fazemos as coisas apenas por dever, só porque Cristo mandou, é pouco. Mas quando sentimos alegria em estarmos na mesma celebração, em convivermos uns com os outros, começa a nascer uma coisa nova e a nossa juventude sente alegria nisto.

AE – Pode dizer-se que, relativamente ao passado, este esforço de unidade e ecumenismo é concretizado de uma forma muito mais abrangente?
AC – Certamente e poderemos constatar isso através do guião que vai ser distribuído este ano, que inclui um momento chamado ‘oplatek’, típico da Polónia, na introdução das festas natalícias, em que as pessoas partilham um biscoito em sinal de comunhão e de perdão. Mais do que palavras ou discursos, serão gestos como este, que iremos repetir ao longo das nossas celebrações, que irão também aproximar as pessoas e favorecer o nascimento de uma nova forma de viver a fé.

PTE/JCP

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

União dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses realiza Fórum em Lamego



Em 2012 a UASP vai realizar um FORUM na Diocese de Lamego.

A ASEL disponibilizou-se para colaborar na cedência do "espaço" e das condições logísticas para o efeito. A título informativo segue o programa deste evento que irá sendo atualizado durante os próximos meses com mais informações.

 Titulo: Identidade e missão da UASP
Organização:
 - Fórum: Direcção/Secretariado
 - Local, logística e alojamento: Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Lamego

Data: 22 e 23 de Setembro de 2012 

Temática: Artigo 2º dos Estatutos da UASP

Local: Lamego
Custos: - Inscrição: 10€
Alojamento e refeições: pagos directamente no estabelecimento respectivo.

Dia 22 de Setembro 2012 (Sábado) 
09:30 – Acolhimento 
10:30 – Sessão de Abertura
10:45 – Conferência | Mons. Luciano Guerra
11:15 – Debate
11:30 – Intervalo Moderador: AAAx
11:45 – Painel I – Fomentar a co-responsabilidade eclesial e a participação em projectos que promovam a dignidade humana e os valores evangélicos. (Ponto 1 do artº 2º dos Estatutos)
11:50 – ACombonianos
12:05 – AFranciscanos
12:20 – ABraga
12:35 – Debate
13:00 – Almoço

Moderador: AAAy
15:00 – Painel II – Congregar, coordenar e representar junto das instituições eclesiais e dos organismos oficiais, a nível nacional e internacional, as suas associadas. (Ponto 2 do artº 2º dos Estatutos)
15:05 – ACoimbra
15:20 – AFunchal
15:35 – AÉvora
15:50 – Debate
16:15 – Intervalo Moderador: AAAz
16:45 - Painel III – Defender e promover a solidariedade entre as suas associadas no respeito pela identidade de cada uma delas. (Ponto 3 do artº 2º dos Estatutos da UASP)
16:50 – AAveiro
17:05 – AVila Real
17:20 – AEspiritanos
17:35 – Debate
18:00 – Tempo livre
19:00 – Momento de Oração
19:30 – Jantar
21:00 – Sarau Dia

23 de Setembro 2012 (Domingo)
 08:30 – Pequeno-almoço
09:00 – Oração da Manhã
09:30 – Reflexão de Grupo
10:45 – Plenário
11:15 – Fim dos trabalhos
12:00 – Missa